Pelo menos 30% dos atletas brasileiros tendem a sofrer com ansiedade pré-competitiva e tensão. Alguns chegam mesmo ter depressa, diante das diversas formas de pressão e de cobrança.
Esses resultados são de estatística feitas por pesquisadores do Instituto Orpus, de são Paulo, envolvendo mil atletas de vários esportes, incluindo futebol, sob a coordenação de Regina Brandão, doutora em Psicologia Esportiva. Assim, dos 248 inscritos para a olimpíada de Atenas, pelo menos 72 deles teriam chance de apresentar sintomas que vão dos olhos arregalados na entrada da competição, passando por insônia e falta de apetite.
E provavelmente boa parte deles deve ter procurado apoio com Dietmar Samulski, o psicólogo trazido pelo Comitê Olímpico Brasileiro. "A cobrança de medalha, a pressão sobre os atletas, por parte dos outros ou deles mesmos, sempre gera estresse para a hora da competição.
Chamamos de ´sofrimento psicológico competitivo´: quando o atleta percebe que pode ter barreiras para atingir seus objetivos, uma percepção de ameaça. Ele se sente impotente diante dessa ameaça. E a tensão emocional muito alta prejudica seu desempenho", explica a psicóloga. Essas reações emocionais de raiva, ansiedade, medo, incerteza, agem sobre o físico , podendo ser controladas através da hipnose .






