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O poder da hipnose no tratamento de fobias

Você tem medo de quê? De voar de avião? Medo de dentista? Ou será que você tem medo de altura? Seja lá qual for o seu medo, saiba que um simples curso de hipnose ou a hipnose propriamente dita, pode ajudá-lo a vencê-los.

O que acontece no nosso corpo quando sentimos medo? Observe abaixo como o psicólogo PhD formado pela Universidade de Harvard, Daniel Goleman, descreve as sensações causadas pelo medo no corpo humano, em seu livro “Inteligência Emocional – A Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente”:

“O sangue corre para os músculos do esqueleto, como os das pernas, facilitando a fuga; o rosto fica lívido, já que o sangue lhe é subtraído (daí dizer-se que alguém ficou “gélido”). Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-se, ainda que por um breve momento, talvez para permitir que a pessoa considere a possibilidade de, em vez de agir, fugir e se esconder. Circuitos existentes nos centros emocionais do cérebro disparam a torrente de hormônios que põe o corpo em alerta geral, tornando-o inquieto e pronto para agir. A atenção se fixa na ameaça imediata, para melhor calcular a resposta a ser dada”

Já sentiu algo parecido com isso alguma vez na sua vida? De fato, todos nós sentimos. E a psicologia moderna possui um catálogo com centenas de nomes para os mais diversos tipos de medos. A seguir você pode observar dez dos mais frequentes:

  1. Acluofobia – Medo da escuridão;
  2. Acrofobia – Medo de altura;
  3. Aerodromofobia – Medo de viagens aéreas;
  4. Catagelofobia – Medo de fracassar;
  5. Demofobia – Medo de multidões;
  6. Humilhofobia – Medo de ser humilhado;
  7. Catsaridafobia – Medo de baratas;
  8. Odontofobia – Medo de dentista;
  9. Espectrofobia – Medo de fantasmas;
  10. Farmacofobia – Medo de tomar medicamentos

Em resumo, há nomes para quaisquer tipos de medos que, por sua vez, podem ser controlados por meio de técnicas de hipnose.

Um indivíduo sob efeito da hipnose permanece num estado de transe, de alteração do estado de consciência, fica muito mais sugestionável, isto é, aberto a ideias e influências externas. Daí o poder do hipnólogo em tratar determinados tipos de fobias por meio de ordens ditadas diretamente em estados de consciência bem específicos. Fazendo uma analogia, o hipnólogo agiria como um cavalo de troia que ultrapassa a barreira de um firewall e atinge o núcleo de um sistema computacional.

Para ser hipnotizado, no entanto, não é necessário a ação de um hipnólogo. Um curso de hipnose pode ensinar técnicas variadas de auto-hipnose, o que seria uma mão na roda para quem tem fobia de hipnólogos.

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