É "um tipo de conexão entre diferentes regiões do cérebro", disse Yann Cojan, pesquisador da Universidade de Genebra. Ele é o autor do estudo publicado na edição desta quinta-feira, 25, da revista especializada Neuron. O trabalho usou imagens do cérebro que mostram o que acontece quando 12 voluntários tentavam mover uma mão que havia sido paralisada por hipnose.
O resultado mostra que o córtex motor direito prepara-se, como é usual, para fazer a mão esquerda se mexer. Mas o córtex parece ignorar as outras regiões cerebrais com as quais se comunica normalmente para controlar o movimento. Em vez disso, age de um modo mais sincronizado com uma área cerebral diferente, chamada precúneo. Isso foi uma surpresa, disse Cojan.
O precúneo está envolvido na produção de imagens mentais e da memória sobre si mesmo. Cojan sugere que ele fica repleto das metáforas usadas pelo hipnotizador: sua mão está pesada, está presa à mesa, etc. Então, disse o cientista, ele poderia estar informando o córtex motor desses "fatos".
É como se o córtex motor "estivesse conectado à ideia de que não é capaz de mover a mão e então... nem envia a mensagem de movê-la".
Para o estudo, 12 participantes tiveram o cérebro analisado enquanto realizavam uma tarefa que exigia que apertassem um botão com uma mão ou outra. Em algumas sessões, eram hipnotizados e avisados de que mão esquerda estaria paralisada. Em outras sessões, o status mental era normal. Outros seis participantes eram instruídos a apenas fingir que a mão estaria paralisada.
